Alterações às IBOR – O que precisa de saber

5 min para ler 28 abr 21

Este ano, vão mudar algumas das principais taxas de juro que são usadas como pontos de referência nos mercados financeiros.

As taxas de juro interbancárias (IBOR), incluindo a taxa de juros interbancária do mercado de Londres para o euro (Euro LIBOR), estão a passar por uma reforma ou a ser substituídas por taxas de juro alternativas que são semelhantes, mas calculadas de forma diferente. Como as IBOR são padrões de mercado largamente utilizados, haverá alguns efeitos colaterais.

A M&G conta com uma equipa de projeto ao nível da empresa para gerir a transição para as taxas de juro de substituição e assegurar que as alterações são introduzidas de forma harmoniosa reduzindo, tanto quanto possível, o impacto para os investidores. O efeito destas alterações no valor dos investimos que gerimos deverá ser mínimo.

Mais importante ainda, enquanto investidor não precisa de tomar qualquer medida. Iremos informá-lo antecipadamente de quaisquer alterações previstas aos objetivos dos fundos nos quais investiu.

Em seguida apresentamos as respostas a algumas perguntas que poderá ter sobre estas alterações.

O que são as IBOR?

A Euro LIBOR e as outras IBOR (taxas de juro interbancárias) são famílias de taxas de juro usadas pelos bancos para emprestarem dinheiro uns aos outros, conforme seja necessário.

As taxas têm sido um esteio dos mercados financeiros há mais de três décadas e são fornecidas para diversas divisas e em vários períodos de tempo definidos. Cada taxa é calculada com base nas cotações fornecidas por um painel de bancos para um conjunto de divisas principais.

Por que motivo são importantes?

Muitos contratos financeiros têm como referência uma ou outra taxa IBOR, por exemplo, para determinar o pagamento de juros. Isto inclui determinados tipos de obrigações, onde o valor do ativo ou do fluxo de caixa que geram está especificamente indexado a uma IBOR.

O que vai mudar?

A Euro LIBOR e as IBOR semelhantes estão a ser objeto de reforma ou substituição. As autoridades de cada país ou região selecionaram a taxa ou taxas de substituição preferidas para a sua divisa e mercado. Na maioria dos casos, as taxas de substituição serão taxas de juro altamente conceituadas que já são de utilização generalizada.

Na Europa, as autoridades decidiram substituir a Euro LIBOR e a EONIA por uma nova taxa, a taxa de juro de curto prazo do euro (ESTR). Outra das principais taxas de juro, a EURIBOR, passou por uma reforma, em vez de ser substituída.

O que está a acontecer?

As entidades reguladoras financeiras querem que as medidas padrão das taxas de juro do mercado sejam de confiança e relevantes, assim como pretendem que o processo usado para calcular as mesmas seja credível, transparente e robusto a longo prazo. Nos últimos anos, a fiabilidade do processo de fixação dessas taxas tem estado sob pressão pelo que as entidades reguladoras financeiras a nível mundial procuraram proceder a uma reforma.

Enquanto muitas IBOR resultam de cotações fornecidas por um painel de bancos, as entidades reguladoras querem que as taxas de referência sejam administradas pelos bancos centrais e baseadas num grande número de transações.

Quando é que as alterações terão lugar?

A partir de agora e até ao final de 2021, os mercados e os participantes no mercado deverão completar o processo gradual de transição e adoção das taxas de substituição das IBOR. Tal significa, por exemplo, que as instituições financeiras terão de alterar os fundos e produtos indexados à Euro LIBOR para que tenham como referência a ESTR.

As reformas da metodologia da EURIBOR já foram concluídas.

O que é que a M&G está a fazer?

A M&G dedicou um número significativo de recursos para assegurar que a transição para as taxas de substituição das IBOR é tão harmoniosa quanto possível e tem um efeito mínimo nos nossos clientes. A equipa de projeto da M&G tem como prioridade:

  • Identificar e gerir o efeito das alterações nos ativos que gerimos, alguns dos quais estarão indexados às IBOR.
  • Identificar e compreender o efeito nos nossos produtos, incluindo quando as IBOR são usadas como referência dos resultados do investimento.
  • Identificar e compreender os efeitos nas nossas operações e sistemas, incluindo nos dos nossos fornecedores externos.
  • Participar ativamente em discussões no setor sobre a transição, incluindo através de um diálogo próximo e constante com as entidades reguladoras.
  • Gerir ativamente os riscos decorrentes da transição.

Como irá afetar os fundos da M&G?

A alteração da atual taxa IBOR poderá afetar os fundos de retalho da M&G de duas formas principais.

Primeiro, quando um fundo detém investimentos cujo valor dos ativos ou dos fluxos de caixa que gera está, de momento, especificamente indexado a uma IBOR. Estes ativos incluem obrigações de taxa variável ou títulos garantidos por ativos nos quais muitos dos nossos fundos de rendimento fixo investem. Ao longo do tempo, estes fundos passarão a deter novos ativos que estão indexados às taxas de juro de substituição.

Em segundo lugar, quando um fundo tem uma taxa de referência ou objetivo indexado a uma IBOR. Isto inclui alguns dos nossos fundos que têm como objetivo um retorno absoluto e, como tal, não têm um padrão de referência. Nestes casos, tencionamos alterar a taxa de referência ou a taxa indicada no objetivo do fundo para uma alternativa adequada. Contudo, em última análise, não prevemos que tal venha a alterar a forma de gestão de qualquer fundo.

Identificámos os fundos que são suscetíveis de ser afetados pelas alterações e, caso aplicável, os nossos produtos farão a transição ao longo de 2021.

Como é que a M&G irá comunicar estas alterações?

A nossa abordagem irá variar em função do fundo, porque depende das regras que regem as alterações aos nossos produtos.

Em alguns casos, poderemos ser obrigados a solicitar o consentimento prévio do cliente às alterações propostas, o que será obtido através de uma deliberação dos acionistas. Nos casos que não carecem de autorização prévia, poderemos comunicar os pormenores das alterações antes destas ocorrerem.

O valor dos ativos do fundo diminuirá e também aumentará, o que fará com que o valor do seu investimento diminua e aumente, e poderá receber menos do que inicialmente investiu.

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.
Por M&G Investments