Através do envolvimento podemos ter impacto na transição energética

3 min para ler 26 nov 21

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

Sendo uma empresa cotada na bolsa empenhada em atingir a neutralidade carbónica até 2030, a M&G também pretende, enquanto gestora de ativos, incentivar outros operadores económicos a respeitarem o Acordo de Paris. Uma missão que exige um diálogo mais estreito com as empresas na carteira. Kelly Hebert, Global Head of ESG Distribution na M&G, explica.

Na sua opinião, qual é o contributo de um gestor de ativos para a transição energética?

O Acordo de Paris sublinhou a necessidade de limitar o aquecimento global face aos níveis pré-industriais a menos de 2°C e, idealmente, 1.5°C. Tal implica que os operadores económicos têm de alcançar a neutralidade carbónica até 2050. Uma solução para os gestores de ativos é investir em empresas que já estão alinhadas com este imperativo e excluir outras empresas das suas carteiras. Contudo, tal significa concentrar o capital num reduzido número de empresas, descurando as outras empresas. Na M&G, acreditamos que ser um investidor responsável significa olhar para as outras empresas. Contribuiremos mais para o objetivo do Acordo de Paris, incentivando uma empresa com elevadas emissões de carbono a mudar as suas práticas, do que ajudando uma empresa já virtuosa a melhorar ainda mais. Como tal, decidimos sair do setor do carvão, mas antes de excluirmos as empresas pertinentes, estamos a dar-nos a nós próprio tempo para convencê-las a mudar. Estamos a interagir com as empresas nas quais investimos e que têm uma elevada exposição ao carvão térmico no sentido de compreendermos os seus planos para eliminar progressivamente a utilização de carvão até 2030 para os países desenvolvidos e até 2040 para os mercados emergentes. Se as empresas não estiverem alinhadas com a nossa posição relativa ao carvão térmico, poderão ser objeto de desinvestimento a partir de março de 2022 nos mercados desenvolvidos e 2024 nos mercados emergentes.

Que forma é que este compromisso assume?

Na M&G, acreditamos que não é suficiente suscitar uma questão não financeira durante uma reunião com a administração para podermos alegar que estamos ativamente envolvidos. O nosso compromisso caracteriza-se pela definição de um objetivo claro (a inclusão de um objetivo de sustentabilidade na estratégia, a publicação de dados, etc.), a implementação de uma ação específica e a avaliação do resultado obtido. Interagimos com a empresa, bilateralmente ou através de coligações de investidores. Somos membro fundador da iniciativa Climate Action 100+, que representa atualmente 40% dos ativos globais. Em 2020, realizámos 1866 entrevistas com as empresas nas nossas carteiras de ações e 464 empresas nas nossas carteiras obrigacionistas. Durante estas entrevistas, identificámos as principais questões abordadas usando “hashtags”. Por exemplo, #qualidadedoar, #gestãoenergética, #gasescomefeitodeestufa, #gestãodaágua ou #resíduos são alguns dos temas que temos em mente no pilar ambiental. Este sistema permite que os nossos gestores e analistas entendam rapidamente as questões pertinentes em torno de uma empresa. Também nos fazemos ouvir enquanto acionista: participámos em 2029 assembleias-gerais de acionistas em 2020 e, num terço destas, votámos contra pelo menos uma das resoluções apresentadas. Se não vislumbrarmos progressos após estas ações, podemos desinvestir.

Tem alguns exemplos de envolvimento?

No contexto climático, ainda temos algumas preocupações sobre a Shell que, apesar de alguns sinais de protagonismo inicial, tem sido relativamente lenta a desenvolver os detalhes necessários em torno da sua estratégia de alinhamento com o Acordo de Paris. Em contrapartida, temos tido mais êxito com outra empresa de petróleo e gás, a BP, na qual há muito que estamos envolvidos no âmbito do grupo de envolvimento da Climate Action 100+, trabalhando com a administração da empresa a fim de reforçar a estrutura em torno da sua estratégia de neutralidade carbónica. E com a BASF, a empresa química alemã, queríamos que a empresa se comprometesse com a meta da neutralidade carbónica até 2050 e estabelecesse marcos intermédios com base na ciência, ao mesmo tempo que melhorava a transparência. Estes esforços surtiram alguns resultados ultimamente e a BASF anunciou em março que iria reduzir as suas emissões em 25% em termos absolutos até 2030.”

O valor dos ativos de um fundo pode diminuir e aumentar, o que fará com que o valor do investimento desça e suba, pelo que o investidor poderá receber menos do que inicialmente investiu.

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos.  Esta divulgação financeira é publicada pela.

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