Investimentos em infraestruturas sustentáveis e com impacto no âmago da M&G Investments: Entrevista com Alex Araujo e John William Olsen

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Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

Na M&G, estamos fortemente empenhados em trabalhar no sentido de obter um desempenho superior, ao mesmo tempo que investimos no desenvolvimento sustentável. Alex Araujo e John William Olsen, gestores de fundos na M&G Investments, são fiéis a esta abordagem. Falámos com eles sobre as suas estratégia de investimento diferenciadas.

Podem explicar os dois estilos de investimento que seguem?

Alex Araujo: Procuro investir em empresas cotadas que têm uma dimensão social e ambiental, no setor das infraestruturas. Há muita atividade nesta área. Só para dar um exemplo, o Presidente Biden planeia gastar 1,9 biliões de USD na renovação das infraestruturas envelhecidas dos EUA, através do prisma da sustentabilidade como nós.

John William Olsen: Procuro investir naquilo que considero serem empresas de qualidade e equilibradas do ponto de vista financeiro que têm um impacto na sociedade e no ambiente. As empresas que selecionamos procuram apresentar soluções para problemas que identificámos, incluindo em matéria de inclusão social, saúde, educação, ambiente e economia circular.

Quais são os vossos critérios de seleção?

Alex Araujo: No setor das infraestruturas, os nossos alvos incluem empresas ativas na construção de escolas, equipamentos sociais ou hospitais. Também podem ser empresas responsáveis pelo desenvolvimento e a manutenção de redes de água potável, já para não falar de infraestruturas digitais (centros de dados, antenas de rede, fibra ótica), que permitem que as pessoas se liguem umas às outras. Estes negócios de infraestruturas revelaram-se essenciais para atravessar o período de isolamento e confinamento que vivenciámos durante a pandemia da Covid-19.

John William Olsen: Em matéria de investimento com impacto, primeiro analisamos as atividades principais das empresas, que devem dar resposta de forma muito concreta aos problemas acima referidos. Muitas vezes, tratam-se de empresas pioneiras ou líderes no respetivo mercado. Procuramos selecionar empresas que pensamos que têm maiores possibilidades de ter melhores resultados do que as outras ao longo dos próximos 10 anos. Eliminamos empresas que consideramos que ainda não atingiram o ponto de equilíbrio financeiro.

Pensam que como estão a investir em empresas “sustentáveis” estas têm um viés de crescimento e, como tal, correm o risco de ser uma bolha?

Alex Araujo: Relativamente às infraestruturas, observamos elevadas valorizações para os operadores puros em energias limpas, especializados em energia eólica ou solar. Tratam-se de empresas muito boas com excelentes perspetivas, na nossa opinião, e gozam de apoio público, o que pensamos que justifica os seus preços, mas é claro para nós que a diversificação é essencial nestas áreas. Por este motivo, também selecionamos empresas que se centram na sua própria transição energética para longe dos combustíveis fósseis. Gostamos particularmente de empresas que usam ou estão ativas nos domínios dos biocombustíveis ou do hidrogénio.

John William Olsen: Se olharmos para o mercado como um todo, este viés de crescimento é provavelmente verdade. No entanto, consideramos que ao adotarmos uma abordagem multitemática, conseguimos investir em diversos setores, tanto numa perspetiva de crescimento como de valor. Penso que o risco da bolha reside principalmente nas grandes empresas tecnológicas. Não investimos nessas ações porque as atividades das empresas não estão orientadas para uma lógica de “impacto positivo”, na aceção “social” ou “ambiental” que nos interessa.

O regresso da inflação constitui uma ameaça ao vosso estilo de investimento? 

Alex Araujo: Vejo o regresso da inflação como algo de positivo. Investir no futuro significa investir num mundo de crescimento, o que naturalmente gera inflação. Assim, na minha opinião, a inflação não é uma ameaça, mas antes a consequência de uma atividade pujante que gera novas oportunidades. Não nos esqueçamos que também afeta o valor dos ativos reais e a forma como podem ser usados. Penso que os receios atuais em torno da inflação são típicos do mundo incerto em que vivemos, onde as opiniões são inconstantes e contraditórias. A meu ver, o investimento em ativos reais a partir de uma perspetiva sustentável responde a estes receios, ao dar visibilidade a longo prazo ao mesmo tempo que ajuda a financiar um mundo melhor.

John William Olsen: Na nossa opinião, a subida dos preços é impulsionada sobretudo pelos preços das matérias-primas e da energia, que são áreas do mercado nas quais não investimos. O nosso objetivo é selecionar empresas viradas para o futuro que podem gerar valor a longo prazo. Assim, ficamos menos dependentes das questões macroeconómicas de curto prazo.

É importante notar o seguinte:

O valor dos ativos de um fundo pode diminuir e aumentar, o que fará com que o valor do investimento desça e suba, pelo que o investidor poderá receber menos do que inicialmente investiu.

O investimento em mercados emergente envolve um risco mais elevado de perda devido a maiores riscos políticos, fiscais, económicos, cambiais, de liquidez e regulamentares, entre outros fatores. Podem existir dificuldades na venda, compra, conservação ou avaliação dos investimentos nestes países.

As informações de ESG de fornecedores externos de dados podem estar incompletas, imprecisas ou indisponíveis. Existe um risco de o gestor de investimento avaliar incorretamente um título ou emitente, resultando na inclusão ou exclusão incorreta de um título na carteira do fundo.

Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro. As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão.

Mais informações: https://www.mandg.com/investments/private-investor/pt-pt

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.

O valor dos investimentos irá flutuar, o que fará com que os preços caiam, bem como aumentem, e você pode não recuperar o valor original investido. O desempenho passado não é um guia para o desempenho futuro.

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