Um guia da M&G para o investimento em infraestruturas cotadas

5 min para ler 26 mai 21

Queira por favor consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

As infraestruturas são a espinha dorsal da economia mundial.

A vida moderna depende do funcionamento de uma vasta rede de sistemas e estruturas que possibilitam os nossos modos de vida e de trabalho. A construção e a manutenção destes importantes ativos podem ser dispendiosas, mas as recompensas potenciais para os investidores a longo prazo podem ser enormes.

Este guia explica a nossa abordagem ao investimento em infraestruturas cotadas e as razões pelas quais acreditamos que esta classe de ativos pode proporcionar grandes benefícios aos investidores com um horizonte temporal alargado.

O que são as infraestruturas?

Em termos gerais, o termo infraestruturas diz respeito a ativos relacionados com a prestação de serviços que são essenciais ao funcionamento seguro e próspero da sociedade global.

Tratam-se de ativos físicos dos quais dependemos todos os dias – desde os serviços de utilidade pública que nos fornecem eletricidade e água, às estradas com portagem e às linhas férreas pelas quais viajamos. Estes tipos de empresas apresentam normalmente as seguintes características:

  • Ativos de longa duração regidos por contratos de longo prazo
  • Receitas indexadas à inflação
  • Fluxos de caixa estáveis e crescentes

A natureza algo previsível destes fluxos de caixa é especialmente adequada para investidores a longo prazo que procuram um fluxo de rendimentos potencialmente fiável e crescente, com o valor do capital a estar suportado por ativos físicos.

O que são infraestruturas cotadas?

Regra geral, só os investidores institucionais – por exemplo, fundos de pensões e fundos soberanos – têm conseguido investir em infraestruturas através de investimentos privados avultados em que o capital fica retido por longos períodos de tempo.

No entanto, esta classe de ativos está cada vez mais acessível a investidores individuais, sobretudo através de ações de empresas de infraestruturas cotadas no mercado bolsista. É aquilo a que chamamos de infraestruturas cotadas.

O investidor pode investir em infraestruturas cotadas com montantes muito inferiores aos que são necessários para investir em ativos privados e, ao mesmo tempo, os investimentos em empresas cotadas oferecem uma liquidez significativamente maior porque as ações de empresas de maior dimensão são negociadas com regularidade, pelo que podem habitualmente ser compradas e vendidas com rapidez e facilidade. De igual modo, as infraestruturas cotadas podem proporcionar aos investidores um elevado grau de diversificação porque, normalmente, cada empresa gerará receitas a partir de um conjunto de ativos diferentes.

O investidor pode obter acesso a uma gama alargada de empresas de infraestruturas cotadas através do investimento num fundo, que combina participações numa série de empresas num único investimento.

Quando os fundos geram rendimentos a partir das empresas em que investem, esses rendimentos podem ser pagos aos investidores de forma periódica, caso tenham optado por ações de rendimento. Em alternativa, os rendimentos podem ser reinvestidos para gerar mais rendimentos e valorizar o capital, caso os investimentos tenham bons resultados.     

Qual é a abordagem da M&G às infraestruturas cotadas?

Concentramo-nos em empresas que detêm e controlam ativos de infraestruturas físicas. Essencialmente, acreditamos que os ativos físicos certos constituem uma barreira estratégica à entrada, protegendo os fluxos de rendimentos e o valor subjacente do investimento. Por conseguinte, optamos por não investir em prestadores de serviços, tais como operadores de telecomunicações ou empresas envolvidas na conceção e construção de infraestruturas.

Focamo-nos em ativos físicos que, por norma, têm vidas longas, muitas vezes, 50 anos ou mais. Assim, temos de analisar uma série de fatores para garantir, tanto quanto possível, que os ativos continuam a ser utilizados e a ser relevantes ao longo de todo o ciclo de vida.

Um elemento importante e integral desta avaliação e do processo de investimento são as considerações ambientais, sociais e de governo societário (ESG). A inclusão das questões de ESG assegura que os ativos e as empresas nos quais investimos são sustentáveis e comercialmente viáveis no longo prazo. Neste sentido, a exposição a energia a carvão e a energia nuclear está estritamente limitada.

As infraestruturas físicas estão a expandir-se rapidamente para além do domínio tradicional dos serviços públicos, condutas de energia e transportes – as infraestruturas “económicas”. Para captar toda a amplitude e qualidade desta classe de ativos, aprimorámos a definição tradicional de infraestruturas e investimos em três categorias distintas de empresas.

As infraestruturas económicas e sociais normalmente oferecem fluxos de rendimentos constantes que deverão ser resilientes às flutuações da economia em geral. As infraestruturas em “evolução” acrescentam um perfil absolutamente único devido ao seu maior potencial de crescimento, injetando uma nova dimensão a uma classe de ativos que se caracteriza predominantemente pela estabilidade. Consideramos que o investimento nestas três categorias, cada uma com a sua própria gama de ativos, pode ser uma forma efetiva de diversificar o risco e as oportunidades de investimento.

Nestas três classes de infraestruturas, procuramos empresas com potencial para pagarem maiores dividendos aos acionistas ao longo do tempo. Este aspeto está no cerne da nossa filosofia de investimento e decorre do facto de acreditarmos que os dividendos crescentes constituem um importante fator para a evolução da cotação das ações a longo prazo.

O valor dos ativos do fundo pode diminuir e aumentar, o que fará com que o valor do investimento desça e suba, pelo que o investidor poderá receber menos do que inicialmente investiu.

Os fundos em infraestruturas cotadas são adequados para mim?

Em geral, os fundos em infraestruturas cotadas adequam-se a investidores que têm como objetivo:

  • Um fluxo de rendimento crescente
  • O potencial de valorização do capital ao longo do tempo
  • A diversificação das carteiras de investimentos

Cada fundo terá as suas próprias características e um perfil de risco e rentabilidade distinto, pelo que deve garantir que o objetivo específico do fundo está alinhado com os seus próprios objetivos de investimento.

Em última instância, a adequação de qualquer investimento dependerá sempre das suas circunstâncias e atitude relativamente ao risco e à rentabilidade. Em caso de qualquer dúvida, fale com o seu consultor financeiro.

Ao decidir como investir, há que ter em mente que o valor dos investimentos aumenta e diminui. Por isso, o valor dos seus investimentos flutuará ao longo do tempo e poderá não recuperar o montante que investiu inicialmente.

Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro. As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão.

Mais informações: https://www.mandg.com/investments/private-investor/pt-pt

Esta informação não é uma oferta nem uma solicitação de uma oferta para a aquisição de um investimento em acções em nenhum dos Fundos aqui referidos. As Aquisições de um Fundo deverão ter por base o Prospecto actual. O Acto de Constituição, Prospecto, Informações Fundamentais destinadas aos Investidores, Relatório de Investimento e Demonstrações Financeiras, estão disponíveis gratuitamente na M&G International Investments S.A. Antes de subscreverem títulos, os investidores devem ler o Prospeto, que inclui uma descrição dos riscos de investimento relativos a estes fundos. Esta divulgação financeira é publicada pela M&G International Investments S.A. Sede: 16, boulevard Royal, L 2449, Luxembourg. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, (a “CMVM”) recebeu a notificação do passaporte, nos termos da Directiva 2009/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e do Regulamento da Comissão (EU) 584/2010, permitindo que o fundo seja distribuído ao público em Portugal.

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