Como o crédito não cotado está provando o seu valor num ambiente volátil

3 min para ler 25 ago 25

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Eventos geopolíticos e as incertezas macroeconômicas estão criando desafios aos investidores de rendimentos. Mas com muitos ativos diferentes por onde escolher, como é que o crédito não cotado  pode oferecer as vantagens de flexibilidade e diversificação que eles procuram?

Investidores de longo prazo, como os fundos de pensões, enfrentam o desafio de garantir fluxos de rendimento estáveis em meio a uma elevada volatilidade de mercado e eventos macroeconômicos disruptivos. Como resultado, todas as fontes de rendimento estão sendo reavaliadas, e o crédito não cotado  está surgindo como uma opção potencialmente atraente.

Nos últimos anos, os mercados globais foram abalados por uma série de eventos disruptivos: a pandemia do COVID-19, as tensões geopolíticas (da Ucrânia ao Médio Oriente) e a instabilidade no setor bancário. Esses choques vieram acompanhados de mudanças dramáticas nas políticas fiscais e monetárias, criando um ambiente complexo para os investidores.

O fim da era das taxas de juro “mais baixas durante mais tempo” trouxe novos desafios. A inflação continua elevada, as taxas de juros estão caindo (embora lentamente) e a volatilidade do mercado permanece persistente. No entanto, em meio a essa incerteza, os fundos de pensões viram uma melhora nas suas taxas de financiamento, uma vez que as taxas de juro mais elevadas reduziram o valor atual dos seus passivos. A grande questão agora é como preservar esses ganhos e continuar gerando uma renda confiável e rendimentos fiáveis.

O papel do crédito não cotado

O crédito não cotado oferece uma abordagem flexível e diversificada para gerar rendimentos. Abrange uma vasta gama de classes de ativos com perfis de risco/rentabilidade diferenciados. Esta diversidade permite que os investidores personalizem a sua exposição com base nas suas necessidades específicas de rendimento e tolerância ao risco.

Gestão de risco e liquidez

Os investidores não têm de aceitar riscos excessivos para beneficiarem do crédito não cotado, nem têm de sacrificar a liquidez.

O crédito não cotado também tende a apresentar menos volatilidade do que os mercados de dívida pública: como estes ativos costumam ser detidos até ao seu vencimento e são menos influenciados pelo sentimento de mercado a curto prazo, podem gerar rentabilidades mais estáveis.

Complexidade e oportunidade

Dito isto, o crédito não cotado não está isento de riscos. Assim, as capacidades e a experiência de uma gestora para gerir estes ativos são essenciais. O atrativo desta proposta reside no facto de certos segmentos do universo do crédito não cotado terem o potencial de oferecer “o melhor dos dois mundos”: maiores rentabilidades com uma liquidez controlável.

Uma solução estratégica a longo prazo

Em tempos de incerteza, o crédito não cotado representa uma ferramenta valiosa para os investidores com horizontes a longo prazo que procuram rendimentos estáveis e com proteção contra a inflação. A sua flexibilidade permite às gestoras virarem-se para as oportunidades mais atrativas, adaptando-se a mudanças nas condições de mercado e mantendo-se simultaneamente focadas nos seus objetivos a longo prazo.

Com a persistência da inflação e dos receios de recessão, a capacidade de afetar capital de forma paciente e estratégica torna-se ainda mais importante. A combinação da geração de rendimento, adaptabilidade e menor volatilidade faz do crédito não cotado uma excelente opção para os investidores interessados em assegurar um futuro financeiro estável.

 

O valor dos investimentos irá flutuar, o que fará com que os preços diminuam e aumentem. Poderá não recuperar o montante inicialmente investido. O desempenho no passado não é indicativo do desempenho no futuro. As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

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