Por que motivo está na hora de encarar as conversas difíceis

4 min para ler 6 jul 22

Queira consultar o glossário para uma explicação sobre os termos de investimento utilizados ao longo deste artigo.

Ao longo da nossa vida, o apoio que prestamos à nossa família e amigos vai além do apoio meramente financeiro. Contudo, os nossos investimentos e aquilo que podem fazer pelas outras pessoas constituem um pilar importante desse apoio. Então, por que motivo tendemos a fugir às conversas sobre estes temas?

As nossas ideias sobre como protegemos e cuidamos dos nossos entes queridos serão diferentes porque todos somos diferentes. A força das nossas relações e a importância que lhes atribuímos podem, muitas vezes, ser a base para algumas das conversas mais importantes sobre questões financeiras que alguma vez teremos, mas que tendemos a deixar para mais tarde. Ou que até evitamos completamente. 

Isso não constitui uma surpresa. Para muitos dos nós, são conversas que podemos ter numa fase mais avançada da vida, devido a circunstâncias fora do nosso controlo ou despoletadas pela perda de um amigo ou familiar. Mas porque é que é assim? Por que motivos nos sentimos incómodos ao falar sobre as nossas finanças com as pessoas que nos são mais próximas? 

Talvez porque sempre acreditámos que essas conversas são apenas num sentido, sobre o nosso legado e o que irá acontecer ao nosso património após a nossa morte. Mas e se pensássemos nessas conversas de uma forma ligeiramente diferente?

Por que não ter uma conversa positiva?

O apoio financeiro pode assumir variadíssimas formas e ocorrer em diferentes fases da vida. Pode ser uma ajuda financeira extemporânea, uma prenda regular ou uma muleta para a vida. Pode ser um meio de oferecer tranquilidade a uma geração ao garantir a segurança financeira da geração seguinte. Até pode assumir uma forma mais filantrópica, quando as pessoas usam os seus ativos para contribuir para as causas que lhes são mais caras. A verdade é que estas são escolhas importantes, pessoais e positivas que devem ser consideradas em qualquer fase das nossas vidas. Mas são poucas as pessoas que pensam assim.

A importância de uma conversa bidirecional

Ter conversas regulares sobre as nossas finanças pode oferecer clareza e conforto às pessoas que estimamos. Afinal de contas, são uma forma de nós e os nossos entes queridos nos sentirmos seguros. Contudo, as conversas sobre finanças nem sempre se devem cingir ao legado. Podem ser um exercício de salvaguarda, educando as outras pessoas sobre os perigos da contração de dívidas ou da realização de despesas excessivas ou sobre a importância do planeamento atempado da reforma para se atingir os objetivos de poupança. Mas será que se poderia extrair mais dessas conversas se fossem regulares e bidirecionais?

As conversas permitem a partilha de conhecimentos, sobretudo entre gerações que, muitas vezes, têm prioridades diferentes, seja do foro financeiro ou outro, ou que não têm experiência suficiente em matéria de gestão do património e do planeamento financeiro a longo prazo. Porém, as conversas bidirecionais podem oferecer uma perspetiva alternativa, informações essenciais ou ideias úteis que, de outra forma, poderiam escapar-nos. 

Falar sobre as suas finanças poderá ajudá-lo a compreender as preocupações e até os receios das outras pessoas, permitindo-lhe dar resposta a quaisquer questões que possam surgir. 

Vamos iniciar a conversa

Haverá sempre gerações que se sentem mais à vontade para falar de dinheiro do que outras, mas não há dúvida de que enquanto sociedade estamos a encarar a necessidade de sermos mais abertos uns com os outros, partilhar mais opiniões pessoais e informações do que porventura anteriormente. 

A verdade é que muitos de nós se sentem à vontade para partilhar retratos das nossas vidas nas redes sociais ou falar sobre as nossas perspetivas e filiações políticas com outras pessoas quando queremos ser ouvidos. E, felizmente, estamos mais cientes do que nunca da necessidade de ter conversas francas e honestas sobre temas importantes, como a saúda mental. A questão é que nos sentimos mais à vontade para ter algumas conversas pessoais do que outras. Mas não tem de ser assim.

Na nossa opinião, não há um momento certo ou errado para começar a falar sobre finanças com os nossos entes queridos. Comunicar as nossas experiências, ideias e desejos para o futuro através de conversas claras e honestas pode gerar muitos benefícios. Pode tranquilizar-nos, dar-nos segurança e ajudar a proteger as pessoas de que mais gostamos.

Qualquer que seja a sua situação, a sua perspetiva pessoal pode ser útil a outras pessoas, ao mesmo tempo que também pode aprender muito com as outras pessoas. Vamos iniciar a conversa.

Lembre-se:

  1. Mantenha um tom positivo – converse sobre todos os aspetos das suas finanças individuais e familiares.
  2. Tenha uma conversa bidirecional – elimine os secretismos e aprendam uns com os outros, há sempre coisas novas e interessantes a acontecer no mundo das poupanças e dos investimentos
  3. Mais importante ainda, não se esqueça de que quanto mais depressa tiver a conversa melhor – partilhamos tanto sobre as nossas vidas em geral e esta é uma área onde a sua ajuda e apoio são verdadeiramente apreciados pelas pessoas mais próximas de si. 

Ao decidir como investir, há que ter em mente que o valor e o rendimento dos ativos de um fundo aumentam e diminuem, o que fará com que o valor do investimento desça e suba, pelo que o investidor poderá receber menos do que inicialmente investiu. 

As opiniões expressas neste documento não devem ser consideradas como sendo uma recomendação, conselho ou previsão. Não nos é possível dar conselhos financeiros. Caso tenha qualquer dúvida sobre a adequação do seu investimento, deverá falar com o seu consultor financeiro.

O valor dos investimentos irá flutuar, o que fará com que os preços caiam, bem como aumentem, e você pode não recuperar o valor original investido. O desempenho passado não é um guia para o desempenho futuro.

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